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Literatura

Grande Prémio de Poesia Maria Amália Vaz de Carvalho distinguiu António Carlos Cortez

21.07.2022

António Carlos Cortez recebeu o Grande Prémio de Poesia Maria Amália Vaz de Carvalho, entregue pela vice-presidente da Câmara Municipal de Loures, Sónia Paixão, e pelo presidente da Associação Portuguesa de Escritores (APE), José Manuel Mendes.

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A cerimónia de entrega do galardão decorreu na Biblioteca Municipal Ary dos Santos, em Sacavém, no dia 20 de julho. Diamante, livro de poesia publicado em 2021, foi a obra que conquistou o prémio, numa decisão tomada por unanimidade por um júri constituído por: Carlos Mendes de Sousa, Cristina Robalo Cordeiro e José Viale Moutinho.

 

Na ocasião, a vice-presidente da Autarquia felicitou António Carlos Cortez e sublinhou “a importância desta parceria com a Associação Portuguesa de Escritores”. “Uma parceria de excelência que tem dado grandes frutos”, afirmou Sónia Paixão, frisando que há “uma palavra que norteia” a atuação da Câmara de Loures “nos mais diversos quadrantes”: “colaboração”.

 

Já o presidente da APE começou por evocar Maria Amália Vaz de Carvalho, “um nome maior, muitas vezes desconhecido e em numerosos casos pouco considerado”. José Manuel Mendes destacou depois a importância do prémio agora atribuído, lembrando que, em edições anteriores, foram distinguidos nomes como Gastão Cruz, Fernando Guimarães e Nuno Júdice.

 

Quanto a Diamante, o presidente da associação falou numa obra “notável”, que “mereceu a unanimidade de um júri de grande qualificação”. Em sua representação, interveio José Viale Moutinho, que considerou que “os poetas lapidam os diamantes” e notou que o livro de António Carlos Cortez “ombreou com outros livros de grande qualidade”.

 

“É para mim um motivo de grande honra obter este galardão nesta casa”, afirmou por sua vez o autor distinguido, sublinhando que se trata de “um prestigiado e prestigiante prémio”, que “tem vincado a poesia como expressão maior”. António Carlos Cortez aproveitou ainda para manifestar o desejo de que a Câmara Municipal de Loures “continue a apoiar a cultura, em especial a literatura portuguesa e, muito em especial, a poesia”.

 

“A poesia tem a particularidade de nos arrastar para dentro de uma palavra imaginativa e sem isso a polis não se consegue fazer”, considerou o poeta, ensaísta e crítico literário, nascido em 1976, lamentando que se viva “um tempo adverso, inimigo mesmo, da poesia”.

 

Esta cerimónia incluiu um momento de declamação de poemas da obra Diamante e um Bucelas de Honra, servido no jardim da Biblioteca Municipal Ary dos Santos.

 


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