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Percurso pedonal e ciclável

Abertura da 1.ª fase da Frente Ribeirinha do Tejo

23.07.2017

A primeira fase do projeto da Frente Ribeirinha do Tejo está concluída, com a abertura do troço entre a estação de Santa Iria de Azóia e o pontão da BP. Um percurso pedonal de 740 metros que permitirá a aproximação dos cidadãos ao rio.

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A abertura do percurso pedonal e ciclável de acesso ao estuário do Tejo teve lugar no dia 23 de julho, com a presença de dezenas de pessoas que quiseram passar, pela primeira vez, neste novo troço de 740 metros que tem como objetivo promover os valores naturais ali existentes, permitindo o acesso da população à sua frente ribeirinha.

“Hoje é o dia em que marcamos a alteração e mudança de paradigma relativamente à Frente Ribeirinha do Tejo”, começou por dizer Tiago Matias. “Podemos dizer que hoje começamos a reconquistar a Frente Ribeirinha para toda a população de Loures”, acrescentou o vereador da Câmara de Loures com o pelouro do Ambiente.

“Mas dizer que isto se trata apenas de uma frente ribeirinha é diminuir a sua importância. Além do enorme valor ambiental, é importante estabelecer pontos de ligação com as zonas urbanas das freguesias da Bobadela, São João da Talha e Santa Iria de Azóia. Este espaço é vosso”, disse Tiago Matias.

Presente esteve também o presidente da Câmara de Loures que referiu ser este “o início de um projeto que está feito e pronto a ser executado. Não se trata de nenhuma promessa”, clarificou. “Trata-se de um projeto que está em discussão junto das entidades competentes, mas que foi pensado para ter pouco ou nenhum impacto na natureza para que pudesse ser viável”, explicou Bernardino Soares.

O autarca aproveitou para informar que já teve uma reunião “muito frutífera” com o ministro do Ambiente “para demonstrar que o que estamos a fazer é valorizar o ecossistema que aqui existe”.

“Era preciso retomar o Tejo para a população”, referiu Bernardino Soares. “Este é apenas um troço de todo o percurso que temos pensado, sendo o resultado da vontade de pensar o futuro e de não nos resignarmos perante os obstáculos”. “Temos vindo a fazer força para que seja alterada a barreira que aqui existe devido às várias atividades industriais”, explicou o presidente da Câmara, relembrando que continuará a “exigir às entidades responsáveis pelo grande parque de contentores ali existente que, passo a passo, vão diminuindo o impacte e a barreira criada entre a população e o rio”.

Para que a abertura deste novo percurso pedonal fosse uma realidade, foi necessária a recuperação da margem esquerda de uma ribeira que lhe é contígua, bem como a limpeza do terreno e a plantação de espécies autóctones, criando, simultaneamente áreas de estar. A recuperação de um pontão desativado e muito degradado em pleno Tejo, permite, agora, a observação do rio e da avifauna.

Assim se desenvolveu a 1.ª fase de requalificação da Frente Ribeirinha do Tejo, tendo sido executadas um conjunto de intervenções, num montante elegível de aproximadamente 133.580 euros e um financiamento comunitário de 50%.

 

Ligação pedonal até à foz do Rio Trancão apresentada

A Frente Ribeirinha de Loures situa-se num lugar privilegiado no Estuário do Tejo. Esta frente estende-se desde o limite norte do concelho de Lisboa, no Parque das Nações, iniciando-se na margem esquerda do Rio Trancão e desenvolvendo-se ao longo do rio, num comprimento de cerca de seis quilómetros, até à ligação com o futuro percurso de Vila Franca de Xira.

O projeto apresentado pretende completar a ligação pedonal e ciclável intermunicipal, assegurando a continuidade do sistema de mobilidade urbana sustentável ao longo do rio Tejo, entre os municípios de Vila Franca de Xira e Lisboa, articulado com as estações de caminho-de-ferro de Santa Iria de Azóia, Bobadela e Sacavém.

 

O percurso irá desenvolver-se sobre estacaria de madeira, permitindo a fruição da paisagem do rio Tejo aos cidadãos, ao mesmo tempo que promove e divulga os valores de fauna e flora ali presentes. Ao longo do percurso existirão sete pontos de paragem e descanso, ensombrados com ripado de madeira e equipados com bancos. Ao longo de todo o percurso haverá também sinalética orientativa e informativa.

 

 


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